O Fim da Licença Maternidade

E depois de sete meses é hora de voltar ao trabalho, gente como passou rápido! Juro, esses sete meses passaram como se fossem dois, por isso digo e repito, aproveitem muuuuito a licença maternidade, nada de ficar enclausurada em casa, eu fiquei até o quarto mês porque morria de medo de sair de carro sozinha com ela, mas também depois que tomei coragem, vivíamos batendo perna!

Mas enfim, acabou a licença e é hora de voltar ao trabalho, e digo que esse retorno é muito difícil, desapegar do nosso bebê é dolorido demais.

A Luanna começou a adaptação no berçário aos seis meses, mas ficava no máximo umas quatro ou cinco horas e mesmo assim na primeira semana eu chorei tooooodos os dias, e porque? Por que eu senti culpa de deixar ela sob o cuidado de outras pessoas, ainda tão pequena, senti ciúme de ver outra pessoa cuidando dela, senti medo da perda do vínculo e senti muuuuita dor ao imaginar ela engatinhando, dando o primeiro passinho e falando as primeiras palavras longe de mim, essa última é a pior de todas, saber que minha filha vai se desenvolver aos olhos de terceiros me dói muito, eu queria que o primeiro passinho fosse pro meu abraço, que a primeira sílaba fosse no meu ouvido, mas infelizmente vou ter que administrar toda essa dor.

Eu acredito e confio muito em Deus, e por incrível que pareça ela começou engatinhar uma semana antes de eu voltar ao trabalho, pelo menos isso eu pude presenciar em primeira mão, e foi muito emocionante, chorei de emoção e de gratidão por Deus ter me concedido mais essa graça!

Nesse um mês antes da minha volta eu fui aceitando que estava fazendo o melhor por ela, óbvio que não estou 100% satisfeita, acho que o berçário peca em algumas coisas, mas penso que sempre vamos achar isso né? Nenhum cuidador vai atender 100% das nossas expectativas, porque ninguém vai cuidar dos nossos filhos como nós. Mas tenho certeza que fiz a escolha certa, porque a Luanna ama ir pra escolinha, se desenvolveu demais nesse último mês.

Quando começou na escolinha ela só sentava com apoio e ainda tombava bastante, com menos de um mês ela já estava 100% durinha e começou a engatinhar, tenho certeza que o fato de ver outros bebês fazendo isso estimulou demais o desenvolvimento dela, tanto que agora ela já está querendo ficar de pé, já está quase conseguindo se levantar sozinha.

Mas o berçário também tem um ônus pesado, o das doenças. O fato de ter outros bebês, muito contato entre eles e a baixa imunidade típica da idade, os deixa vulneráveis a tal das viroses.

A pediatra já tinha nos avisado que esse primeiro ano de berçário ela ficaria doente por várias vezes e que não tínhamos muito o que fazer, disse que a pior época é o outono, e que quando chegar nessa época vai nos passar uma medicação homeopata que ajuda na imunidade dos bebês, também disse pra caprichar nos alimentos ricos em zinco pois ele também ajuda na imunidade.

E de cara, na primeira semana após a minha volta ao trabalho a Luanna já pegou uma virose chamada síndrome de mão-pé-boca e teve que ficar a semana toda do carnaval em casa, pois a virose é altamente contagiosa. Essa parte também é muito difícil, ter que deixar nosso bebezinho doente sendo cuidado por outra pessoa não é fácil, mas não dá pra faltar no trabalho uma semana né? A gente já vive num país machista, o mercado de trabalho já não vê as mães de crianças pequenas com bons olhos, se ainda faltarmos todas as vezes que o bebê ficar doente, não tem empregador que tolere, e nesse momento a tal da culpa volta a nos rondar, mas vamos ter que viver eternamente com essa carga chamada culpa, ela nasce junto com o bebê.

Paralelo à todos esses sentimentos, a volta ao trabalho faz bem pra nossa cabeça, mudar um pouco o foco, ver pessoas, conversar sobre outros assuntos, voltar a ser um pouquinho do nosso antigo eu, nos trás uma sensação de bem-estar e por incrível que pareça o dia passa voando, quando a gente vê já é hora de ir embora.

A minha tristeza não é por deixa-la no berçário e sim por passar tantas horas longe, ela fica no lá por mais ou menos 11 horas, quando a pego à noite, ela está tão cansada que chega a estar mal humorada, meu tempo com ela é apenas o banho, a mamadeira e pronto, ela já está dormindo. Sinto muita saudade das nossas tardes juntas, de sentar com ela no tapetinho e brincar, de fazê-la gargalhar, mas agora só posso fazer isso aos finais de semana.

Mas me conforta saber que ela está se desenvolvendo muito bem, a gente acha que no berçário eles só dormem, mas não é bem assim não. Ontem na primeira reunião no berçário eles nos mostraram várias fotos das atividades diárias e de verdade eles são muito bem estimulados.

Essa volta ao trabalho nos trás sentimentos muito contraditórios, o bem-estar de trabalhar a cabeça, misturado com a culpa e a saudade dos nossos bebês. É tudo muito controverso e confuso, brinco que a gente tem que ser muito forte pra não pirar, são muitas funções pra administrar, isso só me faz ter certeza de que nós mães somos f#d@! A gente tem que  se virar nos 30, ser mãe, mulher, dona de casa, trabalhadora, e ainda nos cobramos para estar magras, arrumadas e sãs! Essa última é a mais difícil, a sanidade materna sempre beira à loucura.

Vamos ver até quando eu consigo manter a mente sã!

Ainda preciso inserir a malhação nessa rotina louca, quero ver se vou dar conta.

Beijos e até a próxima aventura!

2 comentários em “O Fim da Licença Maternidade

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