Aprendendo a conviver: Bebê e a gata

Eu sempre amei bichos, a vida inteira disse que gostava mais de bicho do que de gente, que se eu ficasse rica ia montar uma ONG pra recolher animais das ruas.
Na minha casa sempre tivemos cachorro e uns 2 anos depois que fui morar sozinha também arrumei uma companheirinha que ficou comigo durante 10 anos, a minha querida Vicky que virou estrelinha ha dois anos e meio. Quando a Vicky tinha uns oito anos recolhi uma gatinha da rua, que está comigo até hoje.

Na gravidez foi super tranquilo, meu obstetra disse que só havia perigo de contrair toxoplasmose se a gata fosse doente, o que não era o caso, mesmo assim durante a gravidez foi o marido quem recolheu o cocô dela, para quem não sabe a contaminação só se dá pelas fezes. Infelizmente já vi muitos casos em que as grávidas se desfazem dos gatos por medo da toxoplasmose e isso sangra meu coração, os bichinhos não são objetos que podem ser descartados quando a pessoa não os quer mais, mas enfim esse não é o objetivo do post.

A Nina (minha gata) sempre foi meio doida, quando eu a recolhi das ruas ela tinha uns 6 meses e acho que o fato de ter vivido nas ruas a fez mais arisca, ela é super carinhosa conosco, mas às vezes, do nada, no meio do carinho ela senta o sarrafo e nos arranha, meu marido fica doido com isso, eu já estou mais acostumada, mas com a chegada da Luanna a preocupação bateu na minha porta.

Durante a gravidez a Nina ficou colada comigo, era um dengo só, acho que nesse período nunca me aranhou. Nesse período ela também vivia dentro do berço da Luanna, por mais que eu não deixasse, era só tirar o olho que lá estava ela, eu não queria ficar brigando o tempo todo, mas também não queria que ela se acostumasse a ficar lá porque ia ser um problema quando a Luanna nascesse. 

Quando a Luanna nasceu, meu marido levou uma roupinha que ela tinha usado na maternidade pra casa pra Nina ir se acostumando com o cheirinho dela, mas ela nem ligou pra roupinha… 😞
No dia que chegamos da maternidade colocamos o bebê conforto no chão e deixamos a Nina olhar e cheira a Luanna, ela ficou meio curiosa, mas logo passou, a Nina só queria saber do nosso carinho porque passamos 3 dias fora de casa. Assim que sentei pra amamentar e estiquei minhas pernas no puff, la veio a Nina e se acomodou nas minhas canelas.😍

Nos meses seguintes ambas se ignoravam, a Luanna parecia não enxergar a Nina e a Nina vez ou outra ia dar uma xeretada na Luanna, mas sem muito interesse, o que ela queria na verdade era ficar nos lugares onde a Luanna estava, fosse na cadeirinha de balanço, no moisés ou no berço, se a gente vacilasse a Nina pulava nesses locais, com a Luanna lá ou não. Ela chegou a rasgar o mosquiteiro para entrar no berço.

Uma única vez eu estava jantando e a Luanna dormindo no quarto dela com as portas fechadas, a tela da babá eletrônica estava apagada e ouvi um ruído, quando liguei a tela quase enfartei, a Nina tinha entrado no berço e estava cheirando a Luanna, corri e quando cheguei no quarto a Nina saiu do berço numa velocidade que eu nem a vi…hahahahaha! Esse dia briguei muito com ela e nunca mais a vi tentar entrar no berço, mas apesar disso ela só dorme no quarto da Luanna, embaixo do berço ou na poltrona de amamentação, e se levo a Luanna pro meu quarto ela vai junto.

Apesar de todo meu esforço, a Nina acabou se afastando muito de mim (e colou no marido), acho que é normal né? A gente não consegue dar a mesma atenção pra eles quando o bebê chega, mas com o tempo estamos conseguindo administrar as relações. 

Há pouco tempo atrás, assim que a Luanna fez 7 meses, ela descobriu a Nina e pira na gata, fica o tempo todo procurando, quando a gente pergunta cadê a Nina ela já olha pro chão procurando, quando está no chão tenta engatinhar até a gata o tempo TODO e quando chega perto fica conversando e ri pra ela, é muito engraçado e fofo de ver. Ela tenta passar a mão, mas é tão delicada quanto um elefante e acaba puxando os pelos da gata, mas óbvio que só deixo ela passar a mão quando eu estou segurando a Nina, pra que ela não tente atacar a Luluka. 

A Nina parece que também se interessou mais e está sempre por perto, fica rondando a Luanna, mas nós morremos de medo de um ataque, a unha da Nina é muito fina e machuca de verdade, e pra piorar ela não nos deixa cortar, só cortamos no Pet Shop e nem sempre conseguimos levá-la. 

Meu sonho é ver as duas brincando juntas, mas não sei se isso algum dia vai ser uma realidade, por hora eu sigo na adaptação das duas, fico sempre de olho e tento deixar uma perto da outra pra que se familiarizem. A Nina parece entender que a Luanna é um bebê, mas tenho medo de que ela reaja quando a Luanna puxar seus pelos, afinal de contas ela é um animal e age instintivamente.
Por enquanto está tudo sob controle e temos um convívio amigável entre bebê e gato!
Alguma mamãe de bebê e de gatos tem alguma dica?

Um comentário em “Aprendendo a conviver: Bebê e a gata

  1. Le, o Luigi completou 12 anos dias antes do Will nascer. Ele foi doado pelo dono de seus pais para a minha mãe depois que desmamou. Quando casei, ele veio comigo e sempre dormiu na minha cama. O Lu sempre foi extremamente carinhoso, por isso me irrito tanto quando ouço “GATOS SÃO FRIOS”, “GATOS SÃO TRAIÇOEIROS”. O povo que fala assim não sabe de nada!!! O Lu me esperava em frente à porta quando eu voltava da faculdade, sempre me pediu colo e ficava como um bebê pendurado em mim e abraçado (sério!), me dava “cabeçadinhas” de carinho, amassava pãozinho… Já tive alguns gatos na minha vida, mas nenhum tão afetuoso assim.
    Sobre a gestação, o Lu começou logo a perceber mudanças, coisas chegando, o segundo quarto se transformando, minha barriga crescendo… Ele ficava encarando a barriga, deitava as patas sobre ela, enfim, foi notando que algo iria acontecer. Quando chegamos com o Will no bebê conforto, ele cheirou, cheirou e saiu andando. Ainda na primeira semana, o Jeff viu o Lu se aproximar e lamber a mãozinha do Will. Ficamos ainda mais atentos mas foi a única vez. Quando o Lu ouvia um chorinho, ele vinha correndo e miava, parecia que estava perguntando o que acontecia, rs. E os dias foram passando assim. Até hoje (Will vai completar 5 meses daqui a uma semana) o Lu se aproxima para dar umas cheiradinhas e sai, mas só quando o Will está dormindo, rs. Ontem eu estava na cama com os dois e fui tirar uma foto de nós três. Não sei se foi intencional nem se o Will agora “percebeu” que o Lu não é algo inanimado, mas ele “afofou” o pêlo dele duas vezes. Foi muito bonitinho mesmo assim e o Lu não teve uma reação negativa. Eu acredito que eles vão se dar bem. Já fico sonhando com meus meninos brincando juntinhos. O Lu vive carente desde que o Will chegou. Eu morro de dó… Infelizmente, por ora ainda não dá para dar a mesma atenção de antes. Mas em breve o Will vai querer ficar menos no colinho e o Lu vai voltar a assumir o posto. Ah, enquanto eu fazia cama compartilhada, nós três e o papai dormíamos juntos sem nenhum problema. O Lu, que sempre dormiu nos pés, até se aconchegava pertinho de mim e do Will. Ele realmente é um filho para mim. Amo muito meus dois filhos!!!

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